quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

10 perguntas e respostas sobre a ressonância magnética



Confira algumas perguntas e respostas sobre a Ressônancia Magnética, exame muitas vezes necessário para diagnosticar as lesões. Veja:




1- Vemos na imprensa muitas notícias sobre atletas que sofrem lesões e precisam de exames de Ressonância Magnética (RM). Só atletas profissionais precisam de exames mais sofisticados?



Não. Atletas profissionais, amadores ou recreacionais precisam sempre de um tratamento adequado. Se para algum deles for necessária a realização de uma RM para diagnóstico, então ele deverá fazê-la. Estes exames estão disponíveis para qualquer pessoa.



2- Por que um exame de RM é tão caro?



Isso se deve ao alto custo do equipamento e de sua manutenção e pela especialização do médico radiologista necessária para a execução e interpretação dos exames. Por outro lado, atualmente a maioria dos convênios médicos dá cobertura para exames de RM, portanto sem custos adicionais para os pacientes.



3- A RM é um bom meio para diagnosticar lesões esportivas?




Sim. A RM é o método de imagem que tem a melhor definição das estruturas anatômicas do sistema músculo-esquelético. Mas não é o único. Radiografias, ultra-sonografia e tomografia computadorizada também têm suas indicações.



4- Se a RM é o melhor exame para lesões músculo-esqueléticas, meu médico não deveria ter solicitado apenas esse exame, e em primeiro lugar?



Não, depende. A melhor forma de fazer diagnóstico por imagem é quando os exames são solicitados numa determinada ordem ou combinados entre si. E isso varia muito, dependendo da lesão, do atleta, e da opção do médico solicitante.



Ou seja, haverá casos em que uma radiografia simples bastará para o diagnóstico, ou casos em que será necessário uma combinação de radiografias, ultra-sonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, não obrigatoriamente todos estes e nem nessa ordem. Da mesma forma, há diagnósticos de não dependem de exames de RM ou mesmo de qualquer outro método de imagem.



5- A ressonância magnética usa radiação?




Não, a RM não usa radiação ionizante, como ocorre nas radiografias e tomografia computadorizadas. É um exame inócuo, que se baseia, simplificadamente, em campo eletromagnético e ondas de rádio. Pacientes grávidas com mais de 12 semanas de gestação já podem fazer este exame.



6- Tenho medo de fazer exame de RM porque acho que sou claustrofóbico.



Já há clínicas que possuem equipamento de alto campo magnético, cujo túnel (onde o paciente fica) é mais curto e mais largo, e que são tolerados pela grande maioria dos pacientes. Quando isso não for suficiente, o paciente poderá fazer seu exame sob sedação.



7-Exames de RM são sempre demorados?



Não. A duração do exame depende da rapidez do equipamento (que varia dependendo da "potência" do campo magnético) e da escolha do número de séries para o exame. Há exames de RM de joelho que duram menos de 20 minutos.




8- Equipamentos de RM de alto campo, baixo campo, campo aberto ou fechado. O que tudo isso significa?



Há equipamentos com campos magnéticos de diferentes "potências": desde 0,2T até 3,0T (T = Tesla). São chamados de baixo campo os de 0,2T e alto campo os de 1,5T, por exemplo. Com relação ao formato do aparelho, dizemos campo aberto para aqueles equipamentos em que o paciente não fica dentro de um túnel, mas sim sob um grande disco e campo fechado, quando o paciente se posiciona dentro de um túnel, aberto nas duas extremidades.



Porém já há equipamentos em que o túnel é tão mais curto e mais amplo de forma que o paciente fica com parte do corpo para fora dele, e com a vantagem de serem ao mesmo tempo equipamentos de alto campo magnético.



9- Por que às vezes é preciso tomar uma injeção de contraste para fazer uma RM? Há perigo nisso?




Em lesões esportivas a injeção intra-venosa de contraste é raramente necessária, mas, ocorrerá em casos onde há suspeita, por exemplo, de infecções, tumores, artrite, sinovite. Já o uso de contraste intra-articular (dentro da articulação) será necessário para artro-RM, que é uma modalidade para diagnosticar lesões intra-articulares especiais, como lesões em cartilagens, fibrocartilagens e osteocondrais. O contraste utilizado em RM não é o mesmo daquele utilizado em exames radiológicos e por tomografia computadorizada. As chances de reação alérgica na RM são muito menores e estatisticamente pouco significativas.



10- Tenho prótese. Posso fazer exame de RM?



Depende. Próteses metálicas ortopédicas, a depender de sua localização, não impedem a realização de uma RM, apesar de poder haver prejuízo na qualidade da imagem. Mas há sim contra-indicações absolutas para esse exame: marca-passo cardíaco, clips metálicos cirúrgicos (dependendo da sua localização), implantes no ouvido (cocleares), entre outros. O melhor é perguntar sobre os riscos para o médico que fez a cirurgia para a colocação da prótese, clip ou implante, ou se informar com a equipe da clínica radiológica.






Dr. Milton Miszputen



Consultor Webrun da seção Radiologia Esportiva. É Médico radiologista músculo esquelético, com graduação e
residência de Radiologia na UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Título de especialista em Diagnóstico por
Imagem pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. É membro do Setor de Músculo-Esquelético do Depto. de Diagnóstico
por Imagem e do CETE, ambos da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Atende na Clínica CURA. Tel.: (11) 3056-4707.

Contato: radiologia@milton.com.br - Site Radiologia do Esporte: www.milton.com.br/esporte

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Equipamento de Radioterapia

Equipamento de Radioterapia
Radioterapia é uma especialidade médica que se ocupa do tratamento oncológico baseado em radiação por raios gama, raios X e feixes de elétrons, eliminando células cancerígenas e impedindo o seu crescimento. . O tratamento consiste na aplicação programada de doses elevadas de radiação, com a finalidade de atingir as células cancerígenas, causando o menor dano possível aos tecidos intermediários ou adjacentes As duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer são a teleterapia que utiliza fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares e a braquiterapia que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente.
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